A pedido da Rosa Dart do marketing Axiológico, aqui estou eu a quebrar o registo de comunicação habitual do poesis pública para dar resposta a esta curiosidade:
não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
o meu. gostaria de ver esta minha vida em livro. mais do que em livro, em filme. gostaria de ver o filme da minha vida.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Não. Mas fascina-me e identifico-me com a personagem Orlando de Virgínia Woolf.
A última tentação de cristo, de Nikos Kazantzakis, também traçou uma marca.
Qual foi o último livro que compraste?
1000 symbols - what shapes mean in art & myth, Rowena & Rupert Shepherd, ed. Thames & Hudson.
um outro livro sobre pintura, desde a idade média aos dias de hoje, e outro sobre brughel também, mas não os tenho à mão, não os posso identificar. e um livro em formato cd, também sobre a alimentação neste período da história e músicas da época. uma delícia...
Qual o último livro que leste?
Flandrin, J. L., Montanari, M., História da Alimentação, 2. Da Idade Média aos tempos actuais, ed. Terramar, Lisboa, 2001.
Damásio, António, Ao Encontro de Espinosa, ed. Publicações Europa-América, Mem Martins, 2003. adoro António Damásio.
entre outros, porque leio sempre vários livros ao mesmo tempo, li também O elogia da loucura, de Erasmus, a Utopia, de Tomaz Morus, peguei na gaia ciência do Nietzsche....
Que livros estás a ler?
estou a ler muitos. Stuart Pugh, Total Design; Christopher Lorenz, A dimensão do design; Matéria da Invenção, do Centro Português de design; Lovelock, James, Gaia, um novo olhar sobre a vida na terra, edições 70, 2001; Hanna Arendt, A condição humana; Dorfles, Gillo, As Oscilações do Gosto, ed. Livros Horizonte, Lisboa, 2001, Platão, A República, ed. Calouste Gulbenkian; Daniel J. Boorstin, Os Criadores, Uma história dos heróis da imaginação, ed. Gradiva, Lisboa, 2002; Ulrich, Eppinger, Product Design and Development ...estou a finalizar a tese de mestrado, ando com os livros todos atrás de mim!
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Orlando de Virgínia Woolf.
A Condição Humana de Hannah Arendt.(para terminar a leitura)...que quando comecei a ler parecia que tinha sido escrito nos dias de hoje!
Eaton, Ruth, Ideal Cities, Utopianism and the (Un)Built Environment, Thames & Hudson, 2002.para o caso de ter de organizar um aglomerado populacional, quiça uma tribo, talvez ande por lá um índio perdido....
Habermas, Yurgen, O discurso filosófico da modernidade, Ed. Dom Quixote, Lisboa, 2000. para não perder a lucidez...caso fosse necessário modernizar algo...
um livro em branco para poder escrever. e uma máquina fotográfica, digital...um portátil a energia solar.
Eco, U., Os limites da interpretação, Difel, Lisboa, 1992. é um nó mas é muito interessante.
todos os livros do António Damásio e Marc Augé...para não perder de vista os valores.
Monografia do Peter Zumthor, para me inspirar ao fazer a cabana lá na ilha...
um livro de provérbios, anedotas...para me rir, enquanto o índio não aparecesse!
e levava outros mais, ou então uma verdadeira biblioteca digital no portátil...
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Vou solicitar a colaboração do A.G. do
de génese, a ver se ele nos deixa fazer comentários no seu blog, para a Charlotte do Jardim d´Inverno que tem um espaço muito fresco nesta malha urbana internética e para o José Alexandre Ramos do que farei quando tudo arde que escreve cheio de transparência. Conto convosco. Já agora vou solicitar também o Mário Azevedo do rotação difusa, talvez pegue.
Obrigada Rosa pelo link nesta brincadeira.