assusta-me o número. temo pela remoção das almas, pelas manchas que poderão ficar nas suas cores. e imagino que vou até à baía e as ajudo a subir ou a sair da escuridão ou a encontrar a luz. e a tarefa é árdua e dura. assusta-me o nº. e peço para que esta ceifa não fique marcada por demais na memória dos que a viveram. e imagino de novo que os levanto e os ensino a voar em direcção ao céu. talvez queiram subir mais depressa agora. mas que não se percam. que procurem a luz dos faróis de deus e por eles trepem e corram até alcançar o voo.
o nº de manchas no peso da mãe nº 328. o peso da esquadria a que subjugamos o visual tumulto dos muitos animais. a força do nerf vague gauche a não descansar na nossa missão que fizemos nossa. Al-más e Al-boas, a tormenta da moral no paraíso necessário.
Poma Fidiró
poma fidiró: parábens pelo blog. gostaria que levanta-se o véu do comentário que fez pousar no poesis publica. sou muito curiosa e deixou-me particularmente desperta em relação às elacções.
cordialmente
Beatriz Seabra, queria dar-lhe os parabéns pelo blogue. Confesso que fiquei sobretudo muito impressionado com escrita poética dos textos. Os seus posts são pequenos apontamentos literários.
Apenas uma pergunta, por acaso não é uma admiradora da poesia de valter hugo mãe? Tem algumas expressões e temáticas que me fazem lembrar a escrita dele. Levemente, é certo, mas parece-me que há qualquer coisa.
Um bom ano para si.
bom 2005 para si também, mario azevedo. obrigada pelo comentário. devo dizer que conheço a obra de valter hugo mae. não em profundidade, mas na diagonal. é provável que as influências existam, pois tudo o que os sentidos captam fica registado. apesar dos temas poderem ser comuns também são universais e sempre existiram. não são novidade. não me identifico com a abordagem depressiva de valter hugo mae. mesmo correndo o risco de poder ser acusada do mesmo. o que escrevo é fruto de mim. digamos que tenho vindo a adiar o registo e exposição destas coisas amadurecidas durante anos. e finalmente me decidi a fazer deste blog um espaço onde me obrigo a escrever e expor o que os meus sentidos possam alcançar. e também verificar que feedback possa vir a ter. vivemos uma época de sérias e grandes transformações, mudanças de valores e reconceptualização. a comunicação tornou-se emergente para mim. obrigada pela atenção. volte sempre.bom ano de 2005.
Faz muito bem em expor os seus textos porque escreve muito bem. Para mim foi óbvio, quando comecei a ler os seus posts, que não é daquelas pessoas que descobriu a escrita com os blogues. Nota-se realmente o tal amadurecimento que referiu.
Em relação ao valter hugo mãe, apenas quis dizer que tinha um tom que me lembrava o dele. Se ler o romance dele, que eu considero genial, apesar de ser suspeito, talvez fique com uma ideia diferente da sua escrita.
obrigada. vou ler o romance.
«a remoção das almas» é o título de um texto do valter hugo mãe. Há um livro dele chamado «o resto da minha alegria seguido de a remoção das almas». Compreendo influências, mas isso é mais do que influência,isso, para sermos simpáticos, é no mínimo uma citação. O seu a seu dono.
só hoje 28 de junho de 2005 li este último comentário. devo dizer que é iegitimo fazer comentários anónimos desta natureza. a expressão remoção das almas é característica do meio em que vivo e da cultura espiritual na qual cresci. é para mim muito familiar. não desfazendo o autor que é aqui referido, ele também está a citar algo que já ouviu. é lamentável ver comentários destes meses depois do post ter sido colocado na net, já depois de ter alterado o nº de posts visiveis na primeira página do poesis publica. se tiver dignidade, identifique-se.
já agora, a expressão remoção das almas faz parte do desenvolvimento do texto e não é título de nada neste blog.