alcançou as nuvens e pregou o pensamento nas estrelas
3.1.05 por Beatriz Seabra | Enviar este post
e quando de novo desceu ao centro da terra, porque a atraía a humidade e o fogo da lava era de grande contenção como a ferida que tinha no centro do peito, foi resgatada pelas cores que a ajudaram a adormecer. voltou a sentir os passos como dantes e a frescura da brisa nas formas do rosto. voltou a ver as sombras, as formas e as cores, encarou a luz e sentiu vontade de subir o mais alto que pudesse. procurou o farol de deus que mais estima, trepou por ele acima alcançou as nuvens e pregou o pensamento nas estrelas pela força das imagens que gerou. e no escuro da imensidão do cosmos pôde vê-las surgir e cintilar quando a sua alma lá chegou. emitiu, é aqui que eu quero estar. fazer parte do corpo de deus. desviaram-lhe o olhar para a sua direita. extasiada contemplou a visão do astronauta, a terra vista do céu. havia sido a meta física que determinou. chegar ao corpo de deus. e sinto os ouvidos quentes e húmidos. sopram-me as ideias, levanto-me vezes na noite para te registar, a ti poesis publica, exposição do amor sob o véu deste monólogo da lua dourada no centro do peito.
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