lembro-me como e porquê delaunay fugiu do nome grego, e eu também, desprezando o que a senhora alta e loira me dizia acerca do meu queixo, antes de deus me ter familiarizado com afrodite, e como a excitava o senhor que comia muitas maças cozidas, sem saber que passeava meninos no banco de trás da carruagem. e os gregos fascinavam-me, porque eles têm lá tudo, e nada mais é preciso senão os gregos, e certa vez acordei sóbria deitada sobre as nuvens, como no olimpo que nos habituaram a imaginar, e surpreendida por ter chegado ali, pensei, eu estou aqui neste limbo, e aí descansava do fogo do inferno que deus plantou à minha volta, eu uma flor escondida na terra, com medo de se expor ao sol, coberta pela terra queimada do fogo de deus. e quando deus me incendiou, e a luz que me protege nada pôde fazer por ser esta a madeira que escolhi para trabalhar, comigo incendiou também. desproveram a alma do corpo e depositaram-me no céu. e sei que se pudessem me tirariam o sofrimento.
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