se já não soubesse que o tempo, o inferno, o pecado e a culpa, não existem, o que não pode ser dito porque o mundo não entenderia, pedir-te-ia hermes, tu que inventaste a lira, filho de zeus e da cândida maia, que nas tuas sandálias aladas conduzisses a minha alma como mensagem para os deuses e para deus a esse lago vulcânico de margem escarpada coberta por espesso bosque, onde magnet o poeta entrou quando caiu do reino do céu por desrespeito à sua musa. pelo véu de maia cobre-me a face quando o chamares à boca do lago, para que apenas possa ser entrevista e leva-me ao averno talvez agora possa ouvir a mensagem que guardo para ele. devolver as sementes de ilusão que quis plantar em mim.
que o "eu" que fala nunca "devolva as sementes de ilusão" que quis plantar para si... é um trabalho difícil, penoso até, mas vale sempre a pena... que esse "eu" sonhe eternamente.
beijo grande