magnet disse-lhe que ainda ardia ou renascia ou continuava a sentir o peso, não chegou a perceber. talvez fosse tudo. continuava amarrado, dizia ele. pensava que não, que estava livre e que não existiam cordas nenhumas ou o que quer que fosse que o prendesse. mesmo assim quis dizer-lhe que era apenas cura o que queria. e exercer a prática fazia muito bem. magnet era insistente. não queria desistir, ou talvez não quisesse que ela entrasse no jogo. não sei. magnet era sombrio soturno e macambúzio. lembro-me como certa vez rasgou os olhos de espanto quando viu o movimento das suas asas transparentes e o brilho da lua dourada no centro do peito. os olhos de magnet eram pequenos e castanhos, apesar de ela sempre os ter visto verdes. ela era um pilar para ele. uma vez agradeceu-lhe o precioso apoio que lhe havia dado. ele tinha fé nela. ela apenas queria ver o fim. mais nada.
ela... ela é cruel.
ó...