escondida entre o trigo alto, olhou o sol fechou os olhos e abriu caminho. abeirou-se da estrada viva pediu boleia ao barco de mercadorias que sabia levar segredos de deus. recebeu-a e sim gostou de si. mas logo tomou outro desvio que não aquele. esperou ao longo da caminhada sabia que outro barco a iria tomar a bordo. e assim foi. visitou-a no seu porto. mas teve uma surpresa que lhe despertou curiosidade. na copa fugiu porque teve medo, as cozinhas transtornavam-na, desempenhava as tarefas à velocidade máxima possível e fugia logo depois. mas quando preparava doces apaziguava a alma tranquila. e se a queriam ver feliz era dar-lhe de comer. e os doces são como as crianças e as crianças nem sempre são como os doces e delas lembrou-se, presas expostas aos rebeldes e as mães lá fora e os polícias não souberam fazer as coisas e dizem que os russos comiam os filhos e pensou-se, claro não iam saber resolver, e assim foi correu mal, e as crianças morreram na fuga, e as mães de braços abertos e elas a correr e a cair no chão, mortas, feridas, a urina colada às pernas de medo. nuas. sujas. marcadas. perderam amigos não querem lá voltar. e os rebeldes também têm a ajuda dos céus. tudo é complexo. e dos polícias lembrou-se como os viu a míudo sempre que o diabo se abeirou e lhe dizia que os via atrás de nós sempre que olhavam juntos os espelhos. e o diabo temeu. e o diabo adorava os padres e sabia como só ele sabia o significado da óstia e da tomada do corpo de deus.
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