e com os pés no céu e as mãos na terra estiro o corpo e solto a cabeça para sentir a plenitude do meio que sou. e é essa a minha posição. no meio. apenas vario em torno do eixo marcado na chama do plexo solar que por vezes em rotação expansiva extravasa os limites do corpo e é quando encaixo o planeta na palma da mão, com amor pela terra e pelos homens e desejo um mundo melhor. e muito questionei o arquitecto italiano e como ele era interessante e bom e como gostava de dar a conhecer e puxava por mim. e me obriguei a transpor as barreiras para encontrar respostas às questões com as quais me confrontava. e como havíamos lutado no início pela conquista do meu cenário de simulação. recoloquei-me no tempo no espaço e na criação e reposicionei-me na aparente e real desordem das coisas. e disto me alimentou também o novo motor de deus. e ao novo motor de deus disse-lhe que não quisesse saber porquê, quando me perguntou o que tingia as rosas de rosa, e as maças tingiram também, quando tudo deduziu e com ele desenvolveu conversas de terapia. e nela me amparo. e sei que nela tenho colo. e como penso tanto nesse omega sublinhado como se pairasse sempre sobre a minha cabeça, ou então como se fosse uma mancha agarrada à superfície das minhas formas, lareira laranja suspensa sobre a determinação dos desígnios. eu não diria que não somos normais, diria antes que somos designados. e jantamos cogumelos recheados e os temas eram os que suscitavam a atenção da alma e a música cobria-nos o tecto e isolámo-nos no discurso como se fossemos um reflexo do que gostaríamos de saber. e pronto, mais uma noite passada na companhia de gente com vontade de saber coisas sobre estas coisas do peito.
e o arquitecto italiano também puxava por mim... sim aquele do capitólio também puxava por mim e fazia-me sonhar embrulhado de livros e páginas laurencianas, cravadas de frontões apontados à eternidade... e hoje eu sonho com ele mas não desejo com ele... e entre o templo de pedra e o templo do espírito eu prefiro recolher-me à noite debaixo de um tecto qualquer, pobre, em betão mal acabado, com gente que tem vontade de saber sobre essas coisas do peito.