incêndio, era o que temia, o incêndio da alma, e por isso, não querendo olhar a ferida que tinha no centro do peito, talvez rasgada pelos vértices da lua, ignorou-a como se não existisse refugiando-se na espessura da pele sensível, temerária, que até a si avisava que não queria ser magoada quando se propunha a tocar-se. e como estava escondida e protegida na espessura fria da pele e pela camada de gelo à volta da ferida que ignorava, ignorou também o medo de não poder ser mãe. e naquela historia arriscava a vida pela vinda de um filho, imagens remotas e paralelas à sua existência. já ninguém era criança, principalmente eu. um dia teve de comprar um livro castanho. determinou que seria o último e não queria nenhum dos livros que vinham por aí, porque já os conhecia e mexiam-lhe no centro do peito, que doía muito. e por não suportar mais o cruzamento de pensamentos que lhe trespassavam a mente, e porque o pai insistia em arrefecer-lhe as costas na presença de todos, apoiou-se nos que estavam à sua volta e subiu aos céus levando consigo alguns espíritos e aliviando o sofrimento de outros. olhou o mar atlântico e abriu os olhos com terror. sentiu aviões sobre a cabeça que baixou e assustou-se com a ideia de haver guerra ali. e no ambiente criado soube que ele lhe telefonava a dizer onde estás, quero estar contigo e sentiu que aí tudo se findava. mas não era já. isso seria daqui por muito tempo. e foi como se deus não a assistisse. teria de dar a alguém o que não conseguia mais acumular em si. pediu-lhe que a libertasse se lhe tivesse amor, havia de a querer ver livre e feliz. tinha a certeza que não era ela quem devia carregar o fardo. mas por ser simples era-lhe difícil viver uma vida que não a dele. foi ver. se calhar vai ter o que não queria. entretanto há uma ordem a estabelecer e ligações a fazer ao céu. a tremer, talvez até a vacilar, mas a levar a efeito e os cérebros mais leves descansados. e o natal na véspera, e a família unida e com saúde, alta e simples, a voltar sempre, ao peito, quente e o coração lá dentro, bem no fundo, a esconder-se, porque não pode ser feliz.
ela poderá ser feliz... para isso terá apenas que abrir o coração e deixar que a vida a surpreenda... deus não será chamado ao assunto e assim ela poderá ser livre porque a escolha é dela e nem deus nem o diabo determinarão o seu caminho...então ela vai poder voltar a olhar o mar e surpreender-se-á com a sua beleza...e dirá que é feliz porque o mar a abraçou.
beijos... é tão bom poder ler-te novamente
Thank you!
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