acordou na véspera com a imagem dos rios a desaguar no mar e da água do mar a invadir a terra e banhar as margens dos rios. e neste vai e volta quis ficar neutra no cimo de uma colina a dedilhar a tinta sobre a tela e registar no fundo vermelho laranja e ouro as sementes negras de linhas brancas de girassol e as pétalas das orquideas que guardava fazia algum tempo, e assim poder ver tudo melhor. as fitas que uniam os dois lados da composição ainda não estavam definitivamente posicionadas. será necessário que se estabeleçam firmes, apesar de ser tarefa difícil, para poderem pintar o quadro em toda a sua extensão, quadrado estável de um metro, espelho de imagem real abaixo da linha média, para nos vermos agora finalmente, no real estado das coisas, convulsão de limpeza interna, vassourada nos dinossauros que entre nós caminham, sobre a sombra dos que mais alto alcançam os desígnios da nação, pedaço de terra que apenas faz parte deste ser vivo que habitamos e ao qual voltaremos, agora em avaliação clara de capacidade, no cumprimento do dever de uma nova aprendizagem, que façam o melhor. está agora o cenário limpo para novas encenações entre o reboliço e a calmaria das águas a ver se os rios desaguam fluidamente no mar sem travagens e se as águas do mar comtinuam a banhar as margens da terra na humidade dos corpos, onde a consciência se encontra no estado mais puro, no qual pretende adicionar à tela as pétalas da magnólia branca, quando na sua sombra se elevou ao espírito e pôde ver o estado das coisas.
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