de olhos fechados a elevar a mente no voo até ao corpo de deus o espaço está cada vez mais branco a antever que esse cenário de luz seja preenchido pelos mensageiros e que finalmente se mostrem nas diversas formas que para si adoptaram. há que ver. o espírito fora do corpo, fluído a exercitar-se livremente, onde os movimentos de permeio não têm lugar e apenas os movimentos concretos acontecem. a visão total a permitir ver o cenário de costas, assim como a tua mão. aquilo foi o abraço, o aperto que não foi possível antes de partir. agora, finalmente despedidas, querida beatriz, desejas seguir o teu caminho. encontrastes pessoas boas, integras e dignas que te iluminaram a mente e deram a conhecer o outro lado. vais conhecer os anjos e o futuro, a tua história e o todo que és. vais ver o teu filme maior e planear o próximo. escolhe bem e compensa-te. da solidão, das más palavras. rodeia-te de copas, e protege-te na tua sabedoria. agora sem medo e vergonha o que virá será certamente maior. depois, sempre que o permitirem bafeja-me com o teu sopro fresco e o teu perfume. talvez me ajude a acalmar. como quando faz gabriel.
e eis que Beatriz se aproximou de Isis... e ela, a mulher sem nome, continuará no perscutar das duas, entre as flores, a dor em despedida e o silêncio.
falta um "r" em perscrutar
"The program for this evening is not new, you've seen this entertainment through and through. You've seen your birth, your life and death, you might recall all of the rest. Did you have a good world when you died? Enough to base a movie on?" Gostei... muito. A emancipação dinâmica do espírito à densidade material do corpo adormecido, em suspensão... Entendo perfeitamente. Beijos.